O niver de minha comadre é perto do meu e resolvemos comemorar juntas em Cancún. A viagem foi massa e super relaxante, mas não é exatamento o México: hotel grande, numa área turística onde todo mundo fala inglês e aceita dólar. Mas vai aqui a minha impressão do México:
- A América Latina ainda não superous os anos 80. Chego no bar do hotel, do lado da piscina, um sol maravilhoso e uma cervejinha gelada me esperando. O barman liga o som e toca o quê? Isso mesmo! Tears for Fears. Seguido de Billy Idol. Seguido de Sade. Não tô mentindo, rolou até "Tarzan Boy".
- Em terra de calor, o frescão é rei. Meus amigos que já tinham ido a Cancún sugeriram pegar o ônibus pro centro. 10 minutos no sol de 3 da tarde e eu já tava me escondendo na sombra do poste. Quando o suor ia descendo coluna abaixo me chega o frescão. Ar condicionado é o que há. Pena que no ponto seguinte o busú lotou e o ar condicionado venceu. Mas valeu enquanto durou.
- Pimenta de baiana não chega no chulé de pimenta habanero. Prima da malagueta, essa mata o guarda, a família do guarda e atê os vizinhos. Ô diaba ardida!
- Uma banda de Mariachis com 8 é infinitas vezes melhor que uma com 3. Mariachi nunca foi a minha, mas os metais dão uma dimensão interessante. Ou então foi(ram) a(s) margarita(s) que eu tomei que deixou(ram) tudo mais legal.
- Cacto é bom quando destilado e misturado com limão, cointreau, sal e gelo. Cacto grelhado e servido com o jantar, nem tanto. A aparência é de pimentão, a textura é de pneu.
- Miséria é miséria em qualquer parte. E às vezes, riquezas também. A zona hoteleira de Cancún é igual a Sauípe. A zona residencial é igual a Boca do Rio.
- Não tem tempero melhor que ingrediente fresco. Comer o fruto do mar pescado do dia é o que há. E se rolar uma cervejinha então, é show de bola.
- Os Maias comem tudo com Anis. Vai na sobremesa, vai na cachaça. Eles chamam o aguardente de Xtabentún. Eu chamo de IxtáUmaMerda.
- O mar tem cor de piscina e temperatura de banheira. A areia é fininha e branquinha, e a água de uma cor totalmente irreal. Enquanto relaxava no mar, fiquei cantando "mergulhar, no azul piscina, do mar de Pajussaaaaaaaaara"
- Virei gringa. Com meu moreno-palmito que num instante se transformou em moreno-morango, os nativos rapidamente notaram que eu = dólar. Pela primeira vez na vida, passei pelos que os turistas passam no Pelourinho. Todo mundo quer que você compre alguma coisa. E pire aí que os táxis em Cancún não tem taxímetro - o taxeiro, no pejorativo, diz o preço da corrida baseado na sua cara. Você que não negocie direito antes não, que o cara te larga em Cajazeiras XV.
Mas o mais importante dessa viagem é saber que não existe nada melhor nesse mundo que curtir os amigos!
Sis, essa foto é a cara do blog de Leo.
Bj
Sis
Posted by: Liliu | 04/08/2009 at 03:19 AM